sexta-feira, 1 de junho de 2012

Testemunho de um Adulto Certificado a 31 de Maio


O Universo é feito de múltiplas matérias e infinitos destinos, assim como as nossas vidas, por isso é que existe este excelente Centro que nos orienta nos caminhos a percorrer para atingirmos esses destinos, recorrendo ao nosso passado projetando o nosso Futuro de forma a que nos seja mais otimista.


Aconselho todos a efetuarem este processo, pois confirmamos e descobrimos competências que temos.



 
Obrigado a toda a equipa do Centro de Novas Oportunidades da Insignare
 
Pedro Pereira

quarta-feira, 7 de março de 2012

Communication Skills in Adult Education

Na sequência de uma candidatura que fizemos individualmente para uma formação Grundtvig, foi-nos atribuída uma bolsa para a participação, no Chipre, em “Communication Skills in Adult Education”, que decorreu de 13 a 17 de Fevereiro.
Antes de partirmos em viagem, recebemos os materiais de preparação para as temáticas que iriam ser abordadas:
- um questionário que tinha como objetivo auscultar os conhecimentos que já possuíamos assim como as nossas expectativas e o que pretendíamos atingir;
- artigos acerca do Programa Neuro-Linguístico;
- artigos sobre as Teorias da Comunicação.


Chegadas ao Chipre, a ansiedade era muita assim como a “sede” de aprender e melhorar. Esperava-nos um grupo de trabalho multicultural: Polónia, Grécia, Roménia e Chipre, este último, aqui representado pela instituição anfitriã: Shipcon.

Todos nos apresentámos e partilhámos experiências profissionais. Apesar de sermos de países diferentes, a nível profissional, todos trabalhamos na mesma área: Educação de adultos. Uns como formadores, outros como técnicos, mas as dificuldades do dia a dia neste tipo de formação e educação eram comuns a todos nós e as realidades muito semelhantes!
A formação englobou uma componente teórica e prática. Na teoria, abordámos estratégias de comunicação e de resolução de conflitos, modelos de feedback e de comunicação em público. Todos estes pontos foram acompanhados de exercícios práticos que, por sua vez, eram precedidos de uma reflexão coletiva e individual, tendo como objetivo a tomada de consciência daquilo que fazíamos menos bem, para de futuro podermos melhorar.
Destacamos também um dia cultural onde “bebemos” da história e hábitos cipriotas e, ao longo do dia, fomos tendo momentos para aplicar os conhecimentos adquiridos até ali.
Para nós, esta participação foi bastante enriquecedora, uma vez que nos forneceu as ferramentas fundamentais para, na educação de adultos, lidar com situações mais delicadas, gerirmos os nossos sentimentos de forma a não provocar um mau entendimento naquilo que pretendemos transmitir e expressarmos de forma clara e empática aquilo que pensamos.





Sem dúvida uma experiência a repetir e como se costuma dizer "O saber não ocupa lugar"!




Sónia Pereira e Marília Matias

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Da (não) aquisição da Coleção Berardo

Conheço o estado da economia portuguesa, conheço o número de desempregados (e conheço pessoalmente vários...). Todavia, também conheço o passado e gostaria que tivéssemos um futuro. Não aprecio particularmente arte moderna mas conheço a importância que a Arte tem no desenvolvimento integral do Ser Humano.
Esta coleção de arte é considerada das melhores a nível europeu e mundial. Faz, conjuntamente com o Museu dos Coches e o Museu Nacional de Arte Antiga, a troika de museus mais visitados por nacionais e por estrangeiros. Sei que é gratuita mas depois de a comprarem podem colocar o mesmo sistema dos outros museus.
O Estado não a adquirir é uma péssima ideia, da qual será óbvio que nos iremos arrepender, por já termos passado por isso: Coleção Champalimaud, Coleção Jorge de Brito, .... Obras de arte que saíram do país por os sucessivos governos terem vistas curtas, economicistas e cobardes quanto à opinião publicada (já estou a ver as manchetes do "Correio da Manhã").
A própria lei que deveria proteger a saída de obras de arte do país, através do direito de preferência do Estado sobre obras adquiridas em leilões, foi há algum tempo declarada errónea pelo Supremo Tribunal Administrativo e, que eu saiba, não foi ainda corrigida (talvez porque o Parlamento esteja mais ocupado com o custo da água da torneira vs água engarrafada). na prática, isto significa que o Estado já não pode cobrir a última licitação feita por um particular num leilão, tendo esta caráter de primazia.
Um SEC dizer isto, alguém tão culto e inteligente como Francisco José Viegas, é (mais) uma profunda desilusão sobre um governo obcecado com o curto prazo e sem uma visão estratégica de longo prazo para o país.
A espuma dos dias e a velocidade da informação leva a que amanhã já pouca gente dê pouca importância a isto, o que nos caracteriza também como um povo sem memória, concentrado no seu triste fado.
Quanto à questão do como pagar, parece-me que entre a inscrição dessa verba no Orçamento de Estado e a colaboração de Mecenas se deveria encontrar uma solução. Nem que fosse a CGD (100% pública) converter os créditos que tem sobre Joe Berardo (os empréstimos que lhe fez para comprar ações do BCP) em posse da coleção, mantendo-a no CCB.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=52538

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Participação da Insignare em Projeto Europeu Inclusive






O projeto INCLUSIVE - Involving New Communities of Learners Using Socially Inclusive Virtual Environments, apoiado pelo Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, do qual fazem parte oito parceiros: Alemanha, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Portugal, Reino Unido e República Checa, tem como objectivo envolver o uso das redes sociais virtuais na aprendizagem e formação de adultos. Pretende ainda responder às necessidades de ensino e de aprendizagem dos intervenientes em todas as formas de educação de adultos, quer esta seja formal, não formal ou informal, indo também ao encontro daquilo que necessitam as organizações que promovem essa educação, realizando diversos tipos de actividades de cooperação a nível europeu.
Inclui diversas mobilidades que têm a finalidade de partilhar experiências e boas práticas. Em cada mobilidade os parceiros têm uma agenda a cumprir e tarefas a realizar antes, durante e após. Na primeira mobilidade, que se realizou na Lituânia, foi delineado o plano de trabalho para o próximo encontro dos parceiros. Previamente ao encontro, a equipa da Insignare responsável pelo projeto reuniu diversas vezes a fim de organizar todo o trabalho que estava previsto apresentar. Um dos pontos da agenda consistia em levar um logótipo para ser selecionado entre os oito parceiros, tornando-se a imagem deste projeto. Assim, a equipa começou por definir uma estratégia para escolher o logótipo português: elaborar e aplicar um questionário aos adultos do CNO, para reunir elementos, tais como: símbolos, cores e palavras associados a ensino, formação, distância e internet. Lançou-se o convite a alguns adultos do CNO e alunos da EPO para participar e apresentar uma proposta. Para tal, apenas lhes foram dadas algumas informações para estes terem uma base de trabalho. Estabelecido um prazo de entrega, a equipa escolheu, com base nos resultados dos questionários, os logótipos que apresentou aos restantes parceiros.
Simultaneamente e em parceria com a Alemanha, a equipa tratou da elaboração dos questionários para os adultos e para as empresas. Estes, depois de aplicados, pretendem aferir a opinião dos seus destinatários acerca da aprendizagem e formação através de elearning.
Para finalizar a preparação da mobilidade, a equipa analisou uma matriz portuguesa para a criação de cursos elearning, assim como partilhou ideias e opiniões.
Na mobilidade que decorreu na semana passada, na Letónia, a organização ALADIN e Baltic Bright acolheu os participantes da segunda mobilidade, entre os quais a Insignare. Feito o balanço do plano de trabalho e revistas as próximas mobilidades, iniciou-se a apresentação dos logótipos dos oito parceiros e procedeu-se à votação. É de realçar que, com grande orgulho, o logótipo apresentado pela Insignare foi o preferido pela maioria.
Como já foi referido, Portugal e a Alemanha apresentaram uma proposta para os questionários, que foi debatida entre todos, tendo-se concluído a elaboração dos mesmos. Estipulou-se também a forma como serão aplicados por todos e como serão tratados os seus resultados, de forma a serem comparáveis. Sendo estes necessários para a criação de uma matriz comum para cursos elearning, foi feito um debate com vista a esclarecer algumas questões concetuais acerca da mesma.
Como estas mobilidades assentam ainda na troca de experiências e boas práticas, a organização anfitriã partilhou o seu trabalho na área da formação de adultos com a utilização do elearning, onde focou também as dificuldades sentidas pelos seus formandos, assim como pela parte da Baltic Bright.
Concluindo a ordem de trabalhos prevista para esta mobilidade, foram delineadas e distribuídas tarefas para o terceiro encontro, a realizar no País de Gales, no mês de Abril. Prevê-se a criação efetiva de uma matriz comum para criação de cursos elearning e workshops sobre o uso das tecnologias ao serviço da aprendizagem.



Foi uma semana bastante enriquecedora e de muito trabalho, mas trazemos na bagagem a sensação de missão cumprida nesta segunda mobilidade.



Sónia Pereira e Marília Matias,



membros da equipa INCLUSIVE

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Insignare com logótipo em projeto europeu Grundtvig

O projeto Grundtvig, apoiado pelo Programa Aprendizagem ao Longo da vida, do qual fazem parte oito parceiros: Portugal, Letónia, Lituânia, Polónia, Reino Unido, República Checa, Alemanha e Hungria, tem como objectivo a utilização de e-learning na educação de adultos. Este inclui diversas mobilidades que têm a finalidade de partilhar experiências e boas práticas. Em cada mobilidade os parceiros têm uma agenda a cumprir e tarefas a realizar.
Na Letónia, onde está a decorrer a segunda mobilidade, os parceiros tinham, como um dos pontos de trabalho para o primeiro dia, a apresentação das suas propostas para o logótipo oficial do projecto Inclusive. Os oito países parceiros abriram concurso nas suas organizações, para selecionar alguns logótipos para serem votados e eleger o melhor de entre todos.
Neste desafio, a equipa portuguesa deste projecto, delineou uma estratégia:

1º - elaborar e aplicar um questionário aos adultos do CNO, para reunir elementos, tais como: símbolos, cores e palavras associados a ensino, formação, distância e internet;

2º - reunir a equipa responsável por este projeto para escolher uma palavra para usar no logótipo;

3º - convidar alguns adultos do CNO e alunos da EPO a participar e apresentar uma proposta de logótipo. Para tal, apenas lhes foram dadas algumas pistas;

4º - escolher os logótipos que correspondessem aos dados obtidos através dos questionários.

Chegado o momento da apresentação portuguesa aos restantes parceiros, a ansiedade era muita e a vontade de ganhar também. Mas tínhamos bons argumentos e um logótipo fantástico, criado de raiz pelo aluno Flávio Abreu Pereira, do primeiro ano de GEI. A defesa do nosso logótipo deixou os parceiros estupefactos, poderemos até dizer, de boca aberta:


- na letra “I” podemos percecionar uma pessoa com o coração, “I” em inglês significa eu;

- dentro do coração, que simboliza a vida, está o símbolo @, que mostra o gosto por aprender, assim como as novas tecnologias. Nos dias de hoje a tecnologia é vital para a aprendizagem;

- na letra “N” visualizamos um livro aberto, também fonte de aprendizagem e semelhante ao símbolo do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida;

- a cor vermelha é comum nas bandeiras dos oito parceiros;

- a palavra “Learning” justifica-se pelo seu significado – aprendizagem, e, se a dividirmos, obtemos “learn”= aprender e “Ning” = rede social usada neste projeto.

Com tão bons argumentos, na hora da votação, Portugal foi a palavra mais ouvida por todos os que votaram. A partir de agora este logótipo será a imagem do projeto Inclusive.

Para oficializar o momento, foi assinado por todos os parceiros um certificado que será entregue ao aluno Flávio Pereira, como reconhecimento do seu bom trabalho. Um obrigada de toda a equipa Inclusive.

Sónia Pereira e Marília Matias
membros da equipa do projeto

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sobre a transferência da Jerónimo Martins para a Holanda

Declaração prévia de interesses:
a)
Tenho "telhados de vidro" (nem sempre peço fatura de tudo o que compro, por exemplo) quanto a fugir de pagar impostos;
b) Apenas respondo perante a minha consciência e esta, apesar de uma sólida educação familiar e católica (... a César o que é de César, disse o sábio dos sábios), nos últimos tempos tem vindo a caminhar no sentido de um maior neoliberalismo.
Feita esta declaração de interesses, os meus comentários são de apoio quando considero que o devo fazer, são de crítica idem.

Pessoalmente não partilho da inveja e maledicência anticapitalista nacional, desportos muito em alta sobre esta temática. Na mesma linha de raciocínio, é-me absolutamente insofismável o caráter empreendedor de Alexandre Soares dos Santos e da sua família, quer na Polónia, na Colômbia ou em Portugal, associado à objetiva Responsabilidade Social (até por ser um grande empregador, promotor e comprador de produtos nacionais). Económica e legalmente a decisão é inatacável - se há um país onde a atratividade fiscal é melhor, é obrigação de um gestor transferir a sua empresa para lá: assim o determinam os seus acionistas!
Também não me admiro que que o faça, pois várias empresas já o fizeram: quase todas as principais cotadas na Bolsa de Lisboa têm lá a sede ou uma filial, para beneficiar dos mesmos benefícios fiscais - s
e a memória não me falha, o Grupo SONAE tem várias empresas sedeadas na Holanda; a SOMAGUE foi vendida aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso dias após o seu CEO, Diogo Vaz Guedes, ter feito um bonito discurso no Compromisso Portugal; Américo Amorim trocou o seu banco BIC por uma participação no Banco Popular - estes são alguns exemplos da memória recente.
Porquanto ser-me claro três aspetos:
1) A decisão é economicamente inatacável;
2) O nosso país, há já muito tempo
, não tem uma política competitiva de captação e manutenção de Investimento Direto Estrangeiro, pelo menos no espaço europeu;
3) Não é de admirar que a dimensão fiscal seja um dos pouquíssimos pontos onde os Estados não acordaram em transferir grande parte da sua soberania para a União Europeia, pois existem vários (Irlanda, Holanda e Luxemburgo à cabeça) que possuem sistemas fiscais onde a atratividade empresarial é muito grande, beneficiando de deslocalizações empresariais dos seus parceiros europeus.
Recentrando na decisão da Jerónimo Martins, na minha opinião a questão assenta em três pontos:
a) Eticamente, e de agora em diante, os gestores de topo do grupo do grupo deveriam abster-se de emitir qualquer opinião sobre a condução económica do país, uma vez que contribuíram, no seu quinhão, para o seu agravar;
b) Socialmente, o exemplo de "fuga aos impostos" é claro, contribuindo para a imagem, formulada pelo cidadão comum, que neste país os ricos são sempre poupados (lembrei-me da máxima do PREC "os ricos que paguem a crise", e sabemos onde isso nos levou...);
c) Fiscalmente, o seu exemplo e o de todas as empresas que deslocalizaram a sua sede para a Holanda e outros países fiscais, leva a um acréscimo permanente da carga fiscal sobre os "tansos fiscais", como dizia Leonardo Ferraz de Carvalho, isto é, aqueles que não conseguem replicar este exemplo vindo de cima.
Duvido, em conclusão, que este tema ainda esteja em cima da mesa daqui a algumas semanas, quando a indignação mediática passar e a espuma dos dias se dissipar...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A importância da liderança no sucesso das organizações

"A execução da autoridade vai-se esbatendo com o tempo e com a empatia que se cria. Uma pessoa chega e mostra quem é e o que pode fazer, afirma-se e estabelece regras. A liderança toda a gente deve senti-la e ninguém a ver."



Cito José Mourinho, um dos melhores treinadores de futebol do Mundo e certamente uma das figuras portuguesas mais reconhecidas internacionalmente. Para além da sua competência técnica, sustentada num ascendente e discreto percurso de aprendizagem, acredito que o seu sucesso deriva da sua inquestionável capacidade de liderança. Voraz na defesa dos seus jogadores e das organizações onde trabalha, assume isoladamente todos os riscos em plena peleja e sabe discretamente afastar-se nos momentos de vitória e consagração. Dá o peito às balas na mais acesa refrega, distraindo com isso os adversários para o essencial da questão, ultrapassando amiúde, regras básicas de boa educação e cordialidade entre pares. Por vezes, tantas vezes, parece valer tudo. E vale. De forte personalidade, cria regras que religiosamente obriga a cumprir, independentemente da importância dos seus colaboradores e parece dizer sempre, quase sempre, o que pensa. Ou pelo menos aquilo que naquele momento e em função de um determinado objetivo lhe parece conveniente dizer. Consegue rapidamente passar do centro de todas as atenções e de todos os ódios, para momentos de máxima discrição e completa serenidade. E como ele próprio afirma, a liderança é algo para ser sentido e muito pouco para ser visto. Aprecio-o a capacidade de liderança de José Mourinho e longe de aspirar a qualquer tipo de comparação, muito me identifico com ela. Desde jovem e sobre estas coisas de mandar e ser mandado, aprendi que os colaboradores são normalmente o espelho do seu líder. E que as organizações prosperam e consolidam-se na qualidade e intensidade da sinergia que se consegue atingir. Entre uns e os outros. Se a isto adicionarmos a consciência de um projeto comum, a humildade para saber ouvir e uma denodada capacidade de trabalho, temos organização e futuro.

Francisco Vieira
(presidente da direção da Associação Empresarial Ourém – Fátima)