terça-feira, 10 de maio de 2011
INSIGNARE implementa pólo de formação na freixianda
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Improving Life Skills Through Informal Adult Education
Tive o privilégio de participar numa formação denominada Improving Life Skills Through Informal Adult Education, em Limassol, no Chipre. Como o próprio nome indica, o tema foi a educação de adultos e formas de desenvolver competências de vida em contexto informal, com especial destaque para a aprendizagem ativa e para as dinâmicas de grupo.
Os formadores de adultos de diversos países da Europa (Portugal, Roménia, Lituânia, Eslovénia) tomaram então o papel de formandos e as atividades foram sendo desenvolvidas durante a semana, aumentando cada dia a sua complexidade e profundidade.
Nos primeiros dias as atividades centraram-se no ice-breaking e team building, de forma a criar laços entre os formandos que permitissem um maior aprofundamento das reflexões nos dias seguintes. Seguiram-se o auto-conhecimento e a auto-estima, ferramentas fundamentais para qualquer aprendente, de forma a tomar conciência das suas forças e fraquezas e construir o seu percurso formativo sobre uma base sólida.
A comunicação e a resolução de problemas foram os temas seguintes, cujo objetivo era, em grupo, comunicar de forma eficaz as ideias e resolver problemas comuns apresentados pelas formadoras. Construir uma estrutura apenas com jornais sem falar ou encontrar uma solução unânime para dilemas morais foram algumas dessas atividades.
Posteriormente foram feitos exercícios práticos de integração, sempre um problema em grupos de formação, sejam eles adultos, adolescentes ou crianças. A integração no grupo é um ponto fulcral para uma experiência formativa completa, baseada não só na receção de conteúdos formador/formando, mas também na troca de experiências entre os formandos.
Posso concluir que foi uma semana de aprendizagem intensa, tanto a nível formativo como pessoal, e que aconselho a quem tiver oportunidade, pois a abertura a novas formas de trabalhar e de aprender é uma das mais valias que a Europa nos pode oferecer.
Ricardo Vieira
Formador RVC
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O que fazer pela minha região?
Francisco Vieira
Director Executivo da INSIGNARE
segunda-feira, 28 de março de 2011
As novas tecnologias como mecanismo de aprendizagem

É possível que se possa criar um novo conceito de educação utilizando plataformas de Internet, para gerar e divulgar conhecimento, que sejam acessíveis em larga escala ou de acesso limitado. A aprendizagem deve libertar-se do contexto físico da sala de aula onde se realça um controlo rígido do professor, que transmite a informação, ao contrário, é preciso investir na formação dos professores e na diversificação dos contactos que os alunos efectuam com o conhecimento. É fundamental que cada vez mais se incentive a utilização das Novas Tecnologias como um importante mecanismo de aprendizagem, mas neste processo é importante que não se elimine a presença humana, apenas que esta possa permitir ou complementar o desenvolvimento das competências e dos mecanismos essenciais para uma efectiva aprendizagem. Caso isso aconteça, a produção e aquisição de informação e conteúdos é mais efectiva e ao mesmo tempo possibilita que não se limite ao espaço físico das salas de aula. Como é óbvio, esta mudança e esta utilização das potencialidades das Novas Tecnologias por parte da Escola não é um processo rápido e imediato, mas cada passo é um passo importante para a concretização deste cenário.
As novas tecnologias, incluindo a Internet, podem também ser um instrumento importante para que o professor consiga motivar para a aprendizagem no espaço da sala de aula, visto que os alunos estão familiarizados com esses instrumentos/mecanismos e são, na maioria dos casos, valorizados pelos alunos. As Novas Tecnologias podem e devem ser um importante mecanismo para a aprendizagem, desde que não se procure retirar completamente o elemento humano do processo de aprendizagem dos alunos.
Ana Vazão
sexta-feira, 25 de março de 2011
Mesmo na Torre de Babel…se podem estabelecer consensos.

quarta-feira, 9 de março de 2011
Palavras Simples - Esta Europa que nos separa
"Escrevo num teclado germânico que deve ter aderido a qualquer estranho acordo ortográfico. Não acerto uma. Pelas sorumbáticas ruas de Kiel corre um vento gelado que arrasa qualquer entusiasmo lusitano.
Participo de uma reunião de diretores de escolas, no âmbito de um projeto apoiado pela União Europeia. Alemães, franceses, espanhóis, austríacos, finlandeses, turcos, romenos, ingleses e naturalmente portugueses. Partilhamos as nossas especificidades e os nossos problemas, descobrindo atentamente, nas experiências dos outros, soluções que nunca tínhamos imaginado.
Entre tanta coisa comparada, facilmente concluímos que temos um sistema de ensino secundário dos mais baratos da Europa. É interessante ver a facilidade como toda a gente sabe exatamente quanto gasta por aluno/ano e quanto recebe do Estado. Públicos e privados. E como é bem mais fácil gerir quando toda a gente tem acesso a toda a informação e se conhecem as regras.
E que imensa serenidade se transmite a uma estrutura de ensino a quem ninguém questiona o futuro, porque todos reconhecem que o fundamental é garantir os meios financeiros para atingir superiores patamares de qualidade.
Como é diferente esta Europa que nos une.”
Francisco Vieira
Diretor executivo da Insignare
In Região de Leiria, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Reflexão das Aprendizagens Adquiridas no Encontro sobre Histórias de Vida na Educação e Formação de Adultos
Há que salientar, tal como referiu o Prof. Dr. Bravo Nico que os técnicos de Reconhecimento Validação e Certificação, bem como os formadores atualmente não se podem limitar a exercer as suas funções, é necessário acompanhar o máximo que conseguirmos cada adulto, dar valor àquilo que ouvimos, ter consciência daquilo que a pessoa é e do que quer vir a ser. A partir daí devemos conseguir ser os “Agentes de Mudança” e auxiliar em tudo o que estiver em torno dessa mudança.
Há que começar por perceber a história de vida das pessoas e dar consistência, ou seja, dar valor àquilo que nos é contado. Após algumas sessões os adultos começam a ter noção do que realmente são e a encontrar algumas falhas na sua vida e é nesse ponto que começam a sentir necessidade de tirar novas formações, procurar novas coisas e quando chegam ao fim do processo querem ir mais longe, geralmente não para aprender mais mas para saber aquilo que andam a fazer.
Tendo em consideração que os adultos estão em situação imatura permanente que obriga a escolhas constantes, é imprescindível que a equipa crie metodologias específicas de forma a levar a que as pessoas pensem sobre elas e se conheçam, para que posteriormente, tendo em conta as caraterísticas da sua personalidade e o contexto em que estão inseridas definam os seus projetos de vida.
É essencial conhecer o contexto em que estamos inseridos, pois enquanto antigamente se tirava um curso que correspondia a um lugar específico, ou seja na área pretendida atualmente não é assim, estamos em mudança permanente e a necessidade de reconhecimento social permanece em cada um de nós. Logo, é necessário conseguir influenciar o contexto para se conseguir agarrar as necessidades, foi neste sentido que foram criados os CNO`s, com o intuito de criar um espaço convocador na construção de competências que permita o reconhecimento daquilo que as pessoas foram aprendendo ao longo da vida.
Portanto, constata-se que como referiu o Prof. Dr. José Alcoforado “As Histórias de Vida só fazem sentido porque se interpretam todos os saberes de forma a se enquadrarem no contexto, dando outro sentido às aprendizagens e à vida”.
Mónica Faria - Técnica RVC_NS

